BATAGUASSU BUSCA REAÇÃO NO FIM E EMPATA COM CR AQUIADAUANA EM DULEO DE MUITA ENTREGA
05/02/2026 15:56
Torcida faz grande festa, estreia da organizada Batalokos marca o confronto e empurra o time até o apito final
No clima intenso e vibrante do futebol sul-mato-grossense, Bataguassu e Aquidauanense protagonizaram um duelo de muita entrega, marcação forte e superação, com emoção até os minutos finais. Dentro e fora de campo, o confronto foi marcado por intensidade e identidade regional.
Nas arquibancadas, a torcida do Bataguassu deu um verdadeiro espetáculo, criando um ambiente de pressão constante sobre o adversário. A partida também marcou a estreia da “Batalokos”, primeira torcida organizada do Tucunaré, que coloriu o estádio com fumaças coloridas, cantou do início ao fim e empurrou o time ao ataque, especialmente nos momentos de maior pressão ofensiva.
A presença ativa da torcida foi sentida durante toda a partida, incentivando o Bataguassu quando tinha a posse de bola e pressionando o Aquidauanense quando o jogo se concentrava no campo de ataque, reforçando a conexão entre equipe e comunidade em mais um capítulo marcante do futebol do interior.
Primeiro tempo estudado e de poucas chances
A etapa inicial foi marcada pelo equilíbrio tático. Ambas as equipes adotaram uma postura cautelosa, priorizando a solidez defensiva e evitando se expor excessivamente.
O Bataguassu buscava as transições rápidas e a construção ofensiva com troca de passes e utilização dos jogadores de ponta, marca registrada da equipe para chegar ao gol com velocidade, muitas vezes explorando os contra-ataques.
Já o Aquidauanense apostava no controle do ritmo da partida, promovendo diversas paralisações para atendimentos em campo, estratégia que contribuiu para retardar a reposição da bola em jogo e quebrar a fluidez das ações ofensivas do adversário.
Do lado do Bataguassu, o técnico Diego Sousa precisou lidar com desfalques por lesão, o que o obrigou a promover mudanças na equipe titular. Entre elas, a entrada de Léo Colman, além de outras alterações que mantiveram o nível competitivo do time. As modificações surtiram efeito em termos de entrega e organização, mas a formação tática do Aquidauanense conseguiu neutralizar boa parte das investidas ofensivas, especialmente pelos lados do campo.
Mesmo com dificuldades para furar o bloqueio defensivo, o Bataguassu teve um lance capital ainda no primeiro tempo: em jogada dentro da grande área, a equipe pediu pênalti por toque de mão de um jogador do Aquidauanense. A arbitragem, no entanto, entendeu que o braço estava colado ao corpo no momento do contato, mandando o jogo seguir.
O cenário resultou em um primeiro tempo truncado, de poucas finalizações e forte disputa no meio-campo, com o placar zerado refletindo fielmente o que foi apresentado dentro das quatro linhas.
Segundo tempo mais intenso, gols e reação do Bataguassu
Na volta para o segundo tempo, a partida ganhou um ritmo mais intenso. Mais agressivo ofensivamente, o Aquidauanense conseguiu ser mais efetivo e abriu o placar Romulo Rafael, aproveitando um momento de desatenção defensiva do Bataguassu e mudando completamente o panorama do confronto.
O gol sofrido obrigou o Bataguassu a mudar sua postura em campo. A equipe passou a adiantar suas linhas, intensificou a pressão e assumiu o protagonismo ofensivo, empurrando o Aquidauanense para o campo de defesa, sempre com o apoio constante da torcida.
Mesmo encontrando dificuldades diante da marcação adversária e do ritmo mais cadenciado imposto pelo Aquidauanense, o Bataguassu manteve sua proposta de jogo baseada na troca de passes, velocidade pelos lados do campo e insistência ofensiva, demonstrando poder de reação, espírito competitivo e força coletiva.
Gol no fim, polêmicas e clima quente após o apito final
A pressão constante foi premiada já nos minutos finais. Em mais uma jogada de insistência, Pablo marcou o gol de empate do Bataguassu, levando a torcida ao delírio e incendiando o estádio.
O gol veio em um contexto de clima tenso em campo, marcado por reclamações em relação à arbitragem. Durante a partida, a condução do árbitro gerou insatisfação dos dois lados. O Bataguassu reclamou da não marcação de um pênalti, além da falta de aplicação de cartões em algumas faltas mais duras cometidas pelo adversário, especialmente em situações de retardamento do jogo e quedas constantes em campo.
Do outro lado, o CRA (Aquidauanense) demonstrou descontentamento com os nove minutos de acréscimo assinalados pela arbitragem. Foi justamente nesse período adicional que saiu o gol de empate do Bataguassu, o que aumentou ainda mais a tensão.
Após o empate, o jogo foi paralisado por confusão generalizada. O árbitro puniu um integrante da comissão técnica do Bataguassu e um atleta do Aquidauanense que ainda estava em campo. Como já havia recebido cartão anteriormente, o jogador do Aquidauanense acabou expulso, aumentando os ânimos nos minutos finais.
A situação se estendeu até os bancos de reserva, com troca de acusações e princípio de confusão entre integrantes da comissão técnica do Aquidauanense e o banco do Bataguassu, exigindo intervenção da arbitragem e da organização da partida para conter os ânimos.
Apesar do clima quente, o empate foi uma recompensa pela entrega do Bataguassu, que não se abateu após sair atrás no placar e lutou até o último lance, valorizando o espetáculo e o espírito competitivo do futebol do interior.